MRN assegura integridade do sistema de gestão de rejeitos


A atenção da sociedade à segurança de barragens de mineração é o ponto de partida para a Mineração Rio do Norte (MRN) ampliar sua agenda de diálogo com diversos setores da sociedade, com o objetivo de esclarecer dúvidas e inseguranças sobre o gerenciamento dos rejeitos de bauxita sob controle da empresa. Representantes das Câmaras de Vereadores de Oriximiná e de Faro, Universidade Federal do Oeste do Pará, Comissões da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, comunidades e outros segmentos da sociedade já visitaram as barragens da empresa. Maior produtora de bauxita do Brasil e a terceira maior do mundo, a MRN completa este ano 40 anos de operação no Pará.

“Nós partilhamos da preocupação da sociedade com as barragens e temos total compromisso em continuar com um sistema cada vez mais seguro”, afirma Wanderson Silvério, gerente de Barragens da MRN, que coordena uma equipe de quase 100 profissionais responsáveis pelo planejamento, monitoramento e manutenção do sistema.

Somente em 2018, a mineradora investiu cerca de R$ 80 milhões no sistema de gestão de rejeitos, que opera 23 tanques de rejeitos, estruturas totalmente diferentes daquelas existentes anteriormente em Mariana ou Brumadinho (MG).

Wanderson detalha que a MRN utiliza tanques (erguidos com quatro paredes de solo compactado e material de pilhas de estéril da antiga mina Saracá) ao invés de barragens (apenas uma parede). As estruturas são implantadas em etapa única e alteamentos, quando ocorrem, utiliza-se a técnica construtiva de linha de centro com eixo deslocado à montante, em 3 etapas sucessivas de 1 m, ou seja, em no máximo 3 metros, sendo que os tanques têm altura média de 17 metros. A técnica é considerada mais segura do que o método de alteamento à montante, uma vez que a segurança da estrutura não depende da resistência dos rejeitos. Os rejeitos são formados por argila e areia fina separados da bauxita por lavagem, sem adição de produtos químicos.

O gerente acrescenta que “não somente os tanques, mas todo o contexto da MRN é diferente do que ocorreu em Minas Gerais”. Ele detalha que os rejeitos, depois de depositados, se tornam sólidos a ponto de ser possível caminhar sobre o material. “Só isso já torna os efeitos de uma ruptura hipotética menos impactantes às pessoas”. Além disso, as comunidades estão até 30 km distantes dos tanques, em uma região de relevo quase plano, o que tornaria o fluxo do rejeito mais lento. “A soma desses fatores significa que, na hipótese de uma ruptura, os rejeitos não teriam força suficiente para ameaçar a vida das pessoas”.

Os detalhes estão descritos no Plano de Atendimento de Emergências de Barragens de Mineração (PAEBM) elaborado pela MRN e entregue às autoridades. Paralelo a isto, o gerente afirma que a empresa está detalhando os planos de contingência, recuperação e de comunicação, o que vai permitir, em breve, realizar treinamentos e simulados de evacuação, por exemplo. Uma ação imediata da empresa foi a desativação das instalações administrativas vizinhas aos tanques de rejeitos, para aumentar a prevenção na hipótese de um acidente. Está nos planos ainda fortalecer a Defesa Civil de Oriximiná. “São iniciativas para aumentar a capacidade de resposta a uma hipótese simulada”. A empresa afirma que não há risco iminente de acidentes.

 

Barragens

 

A MRN também opera duas barragens (chamadas A1 e Água Fria), que possuem a função de contenção dos sedimentos carregados pela água da chuva coletada da área industrial situada no porto da empresa. Com alturas de 8 e 11 metros, respectivamente, elas são classificadas pelas autoridades como baixo risco e baixo dano potencial associado. As comunidades vizinhas às barragens de água estão localizadas em pontos mais elevados. Mesmo sendo classificadas como de baixo dano potencial, a MRN elaborou um PAEBM para estas estruturas de forma a trazer mais segurança para a sociedade.

 

Declarações e Condições de Estabilidade

 

Atendendo ao disposto na Portaria 70.389, da Agência Nacional de Mineração (ANM), a MRN informa que o seu sistema de disposição de rejeitos e barragens passaram por auditoria independente que atestou a segurança de todas as suas estruturas.