Sistema de gestão de rejeitos da MRN é diferente dos utilizados em Minas Gerais

A Mineração Rio do Norte é uma das empresas mais antigas do setor mineral no Pará, com 40 anos de operação. Dentro da concepção do seu empreendimento de bauxita, localizado na Vila de Porto Trombetas no município de Oriximiná, a segurança é um dos seus principais valores. Na gestão de rejeitos, a empresa opera tanques construídos em área de topografia plana e sem qualquer semelhança com as estruturas existentes em Minas Gerais. Enquanto as barragens de Mariana e Brumadinho eram constituídas com apenas uma parede e estruturas construídas em cima do próprio rejeito, em região montanhosa, com represamento de cursos d’água e acúmulo das águas pluviais, a MRN utiliza tanques formados por quatro paredes que são construídas com solo compactado e não por rejeitos. Além disso, não há o acúmulo de águas em seu interior, por estarem localizados em um platô.

O sistema de armazenamento de rejeitos de mineração da MRN em operação atualmente não utiliza o método de alteamento à montante. Quando alcançam a capacidade máxima, os tanques de rejeito são desativados e, em seguida, preparados para reflorestamento.

Outro importante diferencial está na altura das construções. Os tanques da MRN têm em média 17 metros de altura, enquanto existem barragens em Minas Gerais com 175 metros de altura. Brumadinho, por exemplo, possuía 80 metros e Fundão (Mariana) aproximadamente 100 metros.

O material depositado nos tanques é uma mistura de água e argila sem nenhum produto químico adicionado, com o reaproveitamento de cerca de 80% da água usada na lavagem da bauxita, com propostas de melhorias para este reaproveitamento. A água residual evapora gradativamente, transformando o rejeito num material de aspecto sólido. Os tanques de rejeito da MRN são estruturas seguras e estáveis, conforme atestam os laudos protocolados na Agência Nacional de Mineração (ANM).

A MRN realiza o monitoramento permanente de seus tanques de rejeito de mineração. Esse trabalho é feito regularmente por uma equipe interna de especialistas. As inspeções também são realizadas por uma empresa especializada independente. Todos os controles adotados pela empresa para a segurança de seus diques de mineração são auditados por uma consultoria independente. Periodicamente, os acionistas da MRN revisam todas as informações técnicas dos tanques de rejeito de mineração reportadas pela empresa. Além disso, todas as estruturas que compõem esse sistema foram projetadas para suportar períodos de chuvas intensas.

A MRN também opera com duas barragens de água – não alteadas – na área industrial do porto, com o objetivo de contenção de sedimentos carreados dos pátios, com alturas de 11 e 8 metros respectivamente.

 

 

Reforço na segurança

 

Após o episódio de Brumadinho, a MRN vem reforçando os seus procedimentos, buscando uma avaliação independente para fazer uma revisão em todo o sistema de gestão de rejeitos. Uma das primeiras medidas preventivas foi a desativação das instalações administrativas do platô Saracá, onde estão localizados os tanques de rejeito.

A empresa também está concluindo o Plano de Ação Emergencial de Barragens de Mineração (PAEBM) para apresentá-lo às comunidades e demais públicos de interesse. Assim que o mesmo for concluído iniciará, com o suporte de empresa especializada, treinamentos e simulações de emergência. Além disso, está fazendo estudos complementares para os Planos de Contingência e Recuperação.

Ainda dentro das ações previstas, a empresa prevê apoio técnico ao fortalecimento da Defesa Civil de Oriximiná e conclusão do Plano de Comunicação do PAEBM. Em paralelo, a empresa vem estudando novas tecnologias de disposição de rejeitos, de acordo com a legislação vigente e com os melhores recursos do mercado. 



Descubra as principais informações sobre a MRN reunidas neste relatório



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